
Em resposta ao potencial libertário da Internet, as práticas de cerceamento à liberdade seguem firmes e fortes em muitos países, como mostra o relatório de 2010 de Repórteres sem Fronteiras, cuja introdução traduzimos para esta edição da poliTICs.
Mesmo em democracias ocidentais as tentativas de censura e vigilantismo são recorrentes, muitas delas justificadas por discursos conservadores, como mostra o artigo produzido pelas pesquisadoras do Observatório de Sexualidade e Política.
O limiar nebuloso entre o potencial libertário das tecnologias de informação e comunicação e os mecanismos de controle embutidos em sua própria arquitetura são foco da análise de Hernán López-Garay, que oferece uma reflexão baseando-se nas visões de Heidegger e Giddens sobre as relações do ser humano com a tecnologia.
Uma experiência importante sobre o uso da Internet para a ampliação do acesso ao atendimento médico e para a intensificação de pesquisa na área de saúde é apresentada no artigo sobre a Rede Rute – a Rede Universitária de Telemedicina. Fechando esta edição, compartilhamos a versão em português do Manifesto do Domínio Público, que define este conceito e delineia princípios para sua concretização – uma pré-condição para o acesso livre e pleno à cultura e ao conhecimento.
Esperamos que você aprecie a leitura, participe e opine.
Um abraço,
Graciela Selaimen - editora da poliTICs
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